Smurfit Westrock mantém projeções após trimestre impactado por clima severo e custos operacionais
Companhia registrou impacto de US$ 65 milhões devido a eventos climáticos, anunciou fechamento de fábrica no Reino Unido e afirmou observar recuperação da demanda global no início do segundo trimestre
A Smurfit Westrock enfrentou um primeiro trimestre marcado por desafios relacionados às condições climáticas severas e à demanda mais fraca em alguns mercados, segundo afirmou o CEO Tony Smurfit durante a teleconferência de resultados realizada recentemente. De acordo com o executivo, eventos climáticos registrados entre o fim de janeiro e o início de fevereiro geraram um impacto adicional de US$ 65 milhões nos custos da companhia, enquanto a confiança do consumidor segue em níveis moderados. A empresa também relatou dificuldades logísticas no México devido a questões de segurança nacional.
Apesar dos obstáculos registrados no período, Smurfit afirmou que a companhia já observa uma recuperação nas condições de mercado. “nós já superamos isso” e “vemos mercados muito mais fortes” em todos os segmentos, declarou o CEO. Durante o primeiro trimestre, a empresa fechou contratos com mais de 600 novos clientes de papelão ondulado, movimento que, segundo os executivos, continuou em abril.
A companhia também anunciou o fechamento de uma fábrica em Birmingham, no Reino Unido, além de quatro operações de conversão no Reino Unido e na Holanda. Segundo Smurfit, a unidade de Birmingham estava entre as fábricas de maior custo da empresa. “Essa fábrica sempre teve um período limitado de operação” devido à sua idade e restrições, afirmou. O executivo acrescentou que “claramente, investimos em fábricas que acreditamos ter um futuro de longo prazo e baixo custo”, mas esse não era o caso da unidade de Birmingham.
Em relação ao mercado, Smurfit disse que parte das vendas recentes pode ter sido impulsionada pela antecipação de compras antes de reajustes de preços, embora a empresa não considere esse movimento significativo. “não é algo que estamos vendo em grande escala”, afirmou. “Acredito que o que estamos vendo agora, globalmente falando, é uma demanda forte.” O executivo também destacou os efeitos dos cortes de quase 10% na capacidade produtiva de containerboard na América do Norte anunciados por fabricantes em 2025.
Nesta semana, a empresa anunciou um novo aumento de US$ 50 por tonelada nos preços de containerboard na América do Norte, com vigência a partir de 1º de junho. O reajuste se soma aos aumentos de US$ 70 por tonelada anunciados anteriormente neste ano pelo setor. Na Europa, a companhia também anunciou um aumento de 100 euros por tonelada. “Francamente, nós e a indústria precisamos disso, portanto isso vai acontecer”, afirmou Smurfit. Executivos esperam que a primeira rodada de aumentos seja totalmente reconhecida até julho, enquanto a segunda deve impactar os resultados até o fim de setembro.
A empresa também informou que iniciou uma revisão de sua listagem na Bolsa de Valores de Londres e poderá optar pela saída da London Stock Exchange. Segundo Smurfit, “A revisão está focada em garantir que nossa estrutura de listagem reflita onde nossas ações são negociadas, ao mesmo tempo em que reduzimos a complexidade e os custos contínuos.” A conclusão da análise está prevista para maio. A listagem principal da companhia na Bolsa de Nova York não faz parte da revisão.
Mesmo diante das pressões enfrentadas no trimestre, a Smurfit Westrock manteve sua projeção anual de EBITDA ajustado entre US$ 5 bilhões e US$ 5,3 bilhões. A companhia afirmou ainda que observou melhora na demanda no início do segundo trimestre. “Estamos vendo muito mais otimismo do que vimos por um longo período de tempo”, concluiu Smurfit.








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