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Quando o cliente dita a pauta

Por Antonio Lemos, presidente da Voith Paper na América do Sul

O cliente tem que estar no centro de todas as nossas decisões. Por isso, compartilho aqui quatro aprendizados importantes que construí ao longo da minha carreira e que dizem muito sobre como trabalhamos.

1 – O cliente não espera. E o mercado, menos ainda.
Os sinais mais valiosos raramente chegam em relatórios. Eles vêm em uma ligação rápida, em um comentário de passagem, em um e-mail enviado fora de hora. O problema não é a falta de informação, mas o tempo que ela leva para chegar a quem pode agir. Cada hora de atraso é uma oportunidade que esfria. Cada dado que fica preso em um silo é uma decisão que poderia ter sido melhor.

A pergunta que toda liderança deveria fazer é: nossa estrutura consegue ouvir o cliente rápido o suficiente para agir?

2 – Informação que não circula não vale.
Velocidade sem direção é caos. Direção sem velocidade é lentidão disfarçada de estratégia. A virada acontece quando os dois andam juntos — e é exatamente aí que um CRM bem estabelecido muda o jogo.

Quando cada interação com o cliente está registrada, acessível e visível para todos na organização, o tempo entre o sinal e a ação colapsa. Vendas, operações, produto e liderança falam a mesma língua, com os mesmos dados, em tempo real. A informação deixa de pertencer a uma pessoa ou a uma área e passa a pertencer à organização inteira.

É nesse momento que a empresa deixa de reagir e começa a antecipar.

3 – OKRs (Objectives and Key Results): todo mundo na mesma direção, no mesmo ritmo.
De nada adianta ter informação rápida se cada time está correndo para um lado diferente. Trabalhar com OKRs (Objetivos e Resultados-Chave, em tradução livre) transforma alinhamento em prática diária. Cada área, cada pessoa, sabe exatamente qual é a prioridade, por que ela existe e como seu trabalho contribui para o resultado maior.

Os OKRs ajudam a eliminar o ruído de reuniões sem foco, reduzem as filas de aprovação e liberam os times para fazer o que importa: entregar, aprender e crescer. Juntos.

4 – Agilidade não é diferencial. É a nova exigência.
Organizações que ainda dependem de estruturas pesadas para tomar decisões estão perdendo a corrida de forma silenciosa. A hierarquia desce um degrau, a colaboração sobe dois. Cada entrega traz um ajuste. Cada erro traz um dado. E o cliente, sempre ele, é quem guia o próximo passo.

A transformação não começa com tecnologia. Ela tem início com a coragem de simplificar, confiar nas pessoas e deixar que os dados iluminem o caminho.

A diferença entre as empresas que crescem e as que estacionam raramente está no produto. Está na velocidade com que aprendem, na clareza com que priorizam e na coragem com que agem. O churn cai. O NPS sobe. E as oportunidades aparecem em lugares que ninguém esperava.

Sua organização tem informação rápida, alinhamento real e foco no cliente? Ou ainda está presa em um ciclo de reuniões, silos e decisões lentas?

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Antonio Lemos

Antonio Lemos, presidente da Voith Paper América do Sul, possui longa experiência no mercado de papel e celulose. Presente no Grupo Voith há 33 anos, o executivo ingressou na companhia em 1991, como estagiário na área de engenharia de aplicação e vendas, passando a ocupar o cargo de presidente em 2021. Antonio é apaixonado por Papermaking e considera que a construção de um mundo melhor é pautada pela união de pessoas dedicadas, ações sustentáveis e investimento em transformação digital.
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