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Paraibuna Embalagens recicla mais de 200 mil toneladas de aparas de papel anualmente

A empresa destaca a importância da reciclagem para sua operação e para toda a sociedade

O Dia Internacional da Reciclagem, celebrado nessa sexta-feira, 17 de maio, foi instituído pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e busca estimular a reflexão sobre a importância de fazer o descarte correto dos itens que consumimos. Nesse contexto, a atuação da Paraibuna Embalagens é totalmente pautada pela reciclagem.

Anualmente, a empresa recicla mais de 200 mil toneladas de aparas de papel. Os produtos desenvolvidos são reciclados e 100% recicláveis, feitos a partir de mais de 500 toneladas diárias do resíduo aparas no processo produtivo que são transformadas em produtos com qualidade assegurada para mercado interno e externo.

A reciclagem só é possível graças ao trabalho de catadores como Werley Aparecido Pereira dos Santos, 40 anos, morador do bairro Nossa Senhora das Graça, da Associação municipal dos catadores de papel e papelão e material reaproveitável de Juiz de Fora (Ascajuf) também conhecido como Portela, que fornece parte do material processado pela Paraibuna na unidade de Juiz de Fora.

“Eu fui criado com a reciclagem, encontrei a minha profissão nessa atividade. Tudo é reciclável, até o ser humano. A porta de entrada aqui da associação é doação de material, catação e coleta seletiva. É um trabalho de valor excepcional, as pessoas têm que saber a importância desse trabalho. É com isso que a gente melhora a vida útil dos aterros e retira o lixo do rio”, afirma Werley.

MUDANÇAS NECESSÁRIAS NO MERCADO DE CONSUMO E DA DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS

Caso não haja mudança nos padrões de produção, consumo e descarte de materiais, a geração de resíduos sólidos domiciliar no mundo deve crescer 80% entre 2020 e 2050, passando de 2,1 bilhões de toneladas ao ano para 3,8 bilhões, segundo dados do relatório Global Waste Management Outlook 2024 (GWMO 2024), lançado na Assembleia das Nações Unidas para o Ambiente. O documento foi desenvolvido pela International Solid Waste Association (ISWA) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

O presidente da ISWA, Carlos Silva Filho, um dos autores do relatório, ressaltou que o mundo continua em uma tendência de aumento da produção de resíduos sólidos. “Ainda temos cerca de 40% desses resíduos vão parar em locais inadequados, tipo lixão e queima a céu aberto. Essa é uma tendência muito preocupante”, avaliou.

Se tal quadro não for revertido, ele explica que pode haver impactos negativos no clima, com mais emissões de gases de efeito estufa, principalmente metano; na biodiversidade, com maior exploração de recursos naturais e prejuízos para flora e fauna; e na saúde humana, com maior poluição e impactos direto na qualidade do ar, água e solo.

De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos 2022, foram gerados no Brasil cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos sólidos domiciliares, das quais 76 milhões de toneladas foram coletadas, totalizando uma cobertura de coleta de 93%, mesma média apontada para a América do Sul no relatório. No entanto, 40% dos resíduos coletados no país, cerca de 29,7 milhões de toneladas, ainda seguem para destinos inadequados – lixões e aterros controlados. Segundo o Atlas Global, no mundo, 38% dos resíduos acabam em destinos inadequados.

Das quase 80 milhões de toneladas de resíduos geradas anualmente no país, apenas cerca de 4% são destinados à reciclagem, segundo a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais). Esse número está bem abaixo da média mundial – países de mesma faixa de renda e grau de desenvolvimento econômico apresentam média de 16%.

O BRASIL É UM DOS MAIORES RECICLADORES DE PAPEL DO MUNDO.

Com 66,9% de índice de recuperação do material, segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), segundo informações de artigo no site da empresa Pólm, especializada em soluções de economia circular. Esse percentual representa aproximadamente 50 milhões de toneladas encaminhadas para a reciclagem. Se considerarmos apenas papéis de embalagem, esse índice fica em torno de 85%. Além disso, 91,4% do papelão ondulado foi reciclado.

“A Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010) estabelece diretrizes gerais para a gestão de resíduos sólidos, incluindo a  responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a promoção da logística  reversa e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos. Além disso, alguns estados e municípios têm legislações específicas sobre reciclagem e gerenciamento de resíduos, que podem incluir exigências adicionais para as empresa”, explica Valeria Costemalle, mestre em ecologia, biodiversidade e conservação da natureza.

Segundo ela, os principais desafios da reciclagem no Brasil são a infraestrutura inadequada (sistemas de coleta seletiva eficientes), falta de conscientização, dificuldades logísticas, falta de incentivos econômicos e desafios na cadeia de valor.

“A Paraibuna Embalagens tem grande parceria com a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis – Cooper Elizabeth de Sapucaia, fazendo a inclusão social destes catadores dentro da fábrica, a Paraibuna destina seus resíduos recicláveis com garantia de qualidade ambiental, pois a cooperativa possui Licença Ambiental para este recebimento  e melhor gestão dos mesmos, contribuindo, assim, para a preservação e conservação do meio ambiente e visando a qualidade ambiental”, conta Laize Rafaelle, Secretária de Meio Ambiente de Sapucaia.

Fonte
Paraibuna Embalagens
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