A Paraibuna Embalagens anunciou uma atualização em sua tabela de especificações com foco no aprimoramento das propriedades físicas dos papéis produzidos, especialmente no aumento da resistência ao Ring Crush Test (RCT), indicador relevante para papéis destinados a embalagens de papelão ondulado. A iniciativa contempla melhorias em diferentes linhas e busca ampliar a eficiência no uso de matéria-prima, além de contribuir para o desempenho das embalagens durante transporte e armazenamento.
Entre os principais papéis fabricados pela Divisão Papel, localizada em Juiz de Fora, estão o White Top Liner (WTL), o Test Liner e o Miolo. De acordo com o coordenador de Controle de Qualidade, André Domingues, o WTL se destaca por agregar valor à embalagem devido à sua aparência e melhor desempenho de impressão, enquanto o Test Liner compõe a parte externa e contribui para a resistência estrutural. Já o Miolo é responsável pela formação da onda interna do papelão ondulado, sendo essencial para a sustentação da embalagem.
O aumento da resistência ao RCT está diretamente relacionado à resistência da coluna da chapa de papelão e ao desempenho final da caixa, medido pelo Box Compression Test (BCT). No caso do miolo-size, a empresa ampliou a resistência nas gramaturas 110, 120, 125 e 130. Para o Test Liner, as melhorias foram aplicadas nas gramaturas 110 e 130, enquanto no White Top Liner (WTL) os papéis 140 e 170 também receberam incrementos em sua resistência física, mantendo os padrões visuais e de impressão.
Segundo André Domingues, os ganhos podem impactar diretamente a resistência das embalagens finais. “Em alguns casos, como no papel 110-size, se utilizado em todas as camadas da embalagem, o aumento pode representar até 7,3% de ganho na resistência da caixa”. O resultado permite a produção de embalagens mais resistentes sem a necessidade de aumentar o peso do material.
“Entre os principais benefícios desse aprimoramento está a possibilidade de obter maior resistência com menor gramatura, o que otimiza o consumo de matéria-prima e contribui para processos mais sustentáveis”, observou o coordenador de Controle de Qualidade da Paraibuna Embalagens. Além disso, o avanço contribui para maior segurança no transporte, melhora na capacidade de empilhamento e redução de avarias, além de ampliar a flexibilidade dos clientes na definição entre redução de custos ou aumento de resistência.
As melhorias foram viabilizadas por investimentos tecnológicos e pela evolução dos processos produtivos. As máquinas 7 e 8, equipadas com sistema de dupla formação, tiveram papel relevante nesse processo, assim como a utilização de prensas de poliuretano, que contribuíram para maior estabilidade do papel e redução da variabilidade produtiva. Outro fator foi a otimização da aplicação de size (amido), substância que influencia diretamente a resistência do papel. As novas tabelas de especificações foram divulgadas em fevereiro, com foco nos mercados interno e externo.
Entre os próximos passos, a empresa prevê a aquisição de uma cozinha enzimática de amido, que permitirá maior controle na preparação e aplicação do insumo. As obras já estão em andamento, com expectativa de início das operações ainda no primeiro semestre de 2026.
O projeto de melhoria contínua foi desenvolvido pela área industrial da companhia e contou com a participação de uma equipe liderada por André Domingues, pelo gerente Industrial Márcio Nogueira, pelo coordenador de Produção Vitor Ferraz e pela assessora da superintendência Maria Angelica Barbosa Moura.
De acordo com o gerente comercial da Unidade de Papel, Mário Henrique Santos, as iniciativas estão alinhadas às tendências globais do setor. “Todas essas melhorias integram nosso processo de posicionamento de mercado. Estamos acompanhando a tendência mundial focada na redução de gramatura com aumento de teste físico. Isso tem impacto direto em sustentabilidade, porque embalagens mais leves reduzem o uso de energia e de combustível com menos peso para o transporte”.
“O que a gente almeja com todo esse investimento é garantir a competitividade dos nossos clientes que são os fabricantes de caixas. Ao receberem um papel mais leve e com mais teste físico melhoram a performance de suas embalagens”, finalizou.















