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Papirus vende créditos de reciclagem à Nazapack em operação de compensação ambiental

Negociação envolveu créditos referentes a 2024 e 2025, atendendo às exigências da logística reversa e incluindo iniciativas para ampliar controle, rastreabilidade e transparência das informações ambientais

A comercialização de créditos de reciclagem tem se consolidado como uma alternativa adotada por empresas para atender às exigências legais relacionadas à logística reversa no Brasil. Nesse cenário, a Papirus realizou a venda desses créditos à Nazapack Embalagens, em uma operação voltada à compensação ambiental.

A iniciativa segue as diretrizes estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e por regulamentações estaduais, que determinam que empresas comprovem a destinação ambientalmente adequada de parte das embalagens colocadas no mercado após o consumo. De modo geral, o índice mínimo exigido é de aproximadamente 32%, podendo variar conforme a legislação de cada estado.

Para cumprir essas exigências, as empresas podem desenvolver sistemas próprios de coleta e destinação de resíduos ou optar pela compra de créditos de reciclagem. Foi essa a alternativa adotada pela Nazapack na negociação com a Papirus.

De acordo com Amando Varella, Co-CEO e diretor Comercial e de Marketing da Papirus, a operação reforçou uma estratégia mais ampla da companhia no segmento. “Para a Papirus, a operação representa a consolidação de uma estratégia que vai além do fornecimento de papel cartão para embalagens. Por meio do Programa Papirus Circular, geramos créditos de reciclagem a partir do volume de aparas pós-consumo compradas junto a cooperativas e vendemos esses créditos, ampliando a nossa atuação nesta cadeia”, explicou.

Segundo o executivo, a empresa tem buscado se posicionar como agente de apoio às demandas de conformidade ambiental, mantendo créditos disponíveis para atender tanto clientes do setor gráfico quanto usuários finais.

A negociação também contou com a participação da cleantech Polen, responsável pela gestão e certificação dos créditos comercializados. No caso da Nazapack, a aquisição está relacionada à compensação do volume de embalagens gerado nos anos de 2024 e 2025.

De acordo com Fernando Comparini, diretor de Operações da Nazapack, a iniciativa representa uma mudança na forma como a empresa trata a gestão ambiental. “Além da aquisição dos créditos, estruturamos um sistema interno para aprimorar o controle das informações ambientais. Instalamos balanças de alta precisão na linha de produção, permitindo a mensuração detalhada dos materiais que estamos colocando no mercado”, afirmou.

Neste primeiro momento, a companhia realiza a compensação com base no percentual médio exigido pela legislação, em torno de 32% do volume de embalagens pós-consumo. A expectativa, no entanto, é avançar gradualmente para índices superiores, à medida que os processos internos forem consolidados.

RASTREABILIDADE E TRANSPARÊNCIA

Como parte dos desdobramentos da estratégia, a Nazapack desenvolve um projeto voltado à ampliação da transparência das informações relacionadas à logística reversa. A iniciativa prevê a criação de um selo com QR Code para copos descartáveis, permitindo ao consumidor acessar uma página com dados sobre o rastreamento dos materiais.

A empresa avaliou que a adequação às exigências ambientais também pode representar um diferencial competitivo no setor, especialmente diante da presença de produtos importados no mercado. “Há muitos produtos importados no mercado. A adequação à logística reversa passa a ser também um diferencial competitivo, porque nem sempre o importador está estruturado para atender às exigências ambientais brasileiras”, concluiu Comparini.

Fonte
Papirus
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