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O “E” de ESG: desafios e oportunidades ambientais na indústria de embalagens de papel

Por Júlia Gabriela Dick, Coordenadora de Produção de Papel na Trombini Embalagens S/A e mestra em Engenharia e Ciências Ambientais

Quando se fala em ESG, a letra “E”, de Environmental ou “Ambiental”, costuma receber maior atenção, especialmente na indústria de papel. E isso não acontece por acaso: afinal, o material carrega uma associação natural à sustentabilidade. No entanto, essa percepção não significa que o setor esteja isento de desafios ambientais significativos.

A produção de papel envolve o consumo expressivo de recursos como água e energia, além de estar associada a emissões de carbono e à geração de resíduos. A gestão desses impactos vai muito além de uma exigência regulatória ou de mercado: é considerada um diferencial competitivo. Empresas que adotam práticas eficazes de redução de consumo, reaproveitamento de insumos e manejo responsável de resíduos conseguem não apenas diminuir sua pegada ambiental, mas também otimizar custos e fortalecer sua imagem diante de clientes cada vez mais conscientes.

Além disso, a crescente demanda por créditos de carbono tem se tornado um componente estratégico para o setor. Ao reduzir emissões e gerar créditos negociáveis, a indústria de papel não apenas contribui para a mitigação das mudanças climáticas, como também cria novas oportunidades de receita e estimula a inovação em processos sustentáveis.

O “E” de ESG vai além de cumprir normas ou apresentar relatórios bem elaborados. Trata-se de implementar ações concretas, mensuráveis e integradas ao modelo de negócio, da cadeia de suprimentos ao consumidor final. Inovação tecnológica, economia circular, uso de matérias-primas certificadas e mecanismos como os créditos de carbono são caminhos que a indústria de embalagens de papel tem explorado para transformar o compromisso ambiental em prática efetiva.

Mais do que comunicar sustentabilidade, é preciso agir de forma consistente, demonstrando resultados tangíveis e criando processos que reduzam impactos ambientais de maneira contínua. Somente assim o “E” se torna um pilar sólido do ESG na indústria de embalagens.

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Júlia Gabriela

Júlia Gabriela Dick, Coordenadora de Produção de Papel na Trombini Embalagens S/A, possui mais de uma década de experiência no setor de papel e atua com ênfase no tratamento de águas residuais.
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