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Monticello supera 1 milhão de toneladas e se consolida como modelo de eficiência na Georgia-Pacific

Após enfrentar desafios operacionais e de engajamento, unidade alcançou marcos históricos ao adotar modelo de gestão baseado em participação e valorização dos colaboradores

Em 2024, a fábrica de papel para linerboard da Georgia-Pacific, localizada em Monticello, registrou um marco significativo ao ultrapassar a marca de 1 milhão de toneladas de produção anual. A unidade também bateu seu recorde diário de produção em novembro do mesmo ano e alcançou três de seus dez melhores resultados mensais históricos.

Os números expressivos contrastaram com um cenário recente de dificuldades enfrentadas pela planta. Problemas operacionais, baixa produtividade e desafios relacionados à motivação e retenção de pessoal marcaram o período anterior à reestruturação da unidade.

A transformação teve início com uma mobilização dos próprios colaboradores, que recorreram ao Principle Based Management™ (PBM), modelo de gestão adotado em toda a Georgia-Pacific. O framework tem como foco a geração de valor sustentável a partir das contribuições individuais dos funcionários, permitindo também que estes realizem seus próprios objetivos.

A iniciativa incluiu a adoção de um modelo descentralizado de decisões, com maior escuta ativa por parte da liderança. A participação dos funcionários em todos os níveis foi estimulada com o objetivo de identificar pontos de melhoria e implementar mudanças operacionais.

“Os colaboradores estavam cansados e desmotivados. Reclamavam de procedimentos inadequados e de equipamentos que atrapalhavam a produtividade. Havia falhas na comunicação”, afirmou Gerry Swain, hoje vice-presidente da unidade Brunswick Cellulose, na Geórgia, e ex-funcionário da planta de Monticello. “Não havia um planejamento claro, de curto ou longo prazo. Os objetivos não estavam alinhados entre os setores e havia pouca colaboração. Muito esforço era investido, mas os resultados não apareciam”.

A partir da construção de uma visão compartilhada, os profissionais passaram a contribuir com sugestões e experiências. Um grupo de mensagens foi criado para facilitar a troca de ideias, que resultou em um plano estruturado de melhorias.

 

“Os funcionários já conheciam o caminho para o sucesso”, disse Tony Brown, vice-presidente da unidade de Monticello. “Eles tinham domínio das máquinas, sabiam como melhorar os procedimentos e contavam com anos de experiência. Só precisavam de espaço para aplicar esse conhecimento – e da liderança certa. Jeff Joyce, que assumiu como vice-presidente na época, trouxe boas ideias e soube escutar, o que fez toda a diferença”.

Um dos princípios adotados durante o processo foi o da vantagem comparativa, que busca alocar os profissionais em funções mais alinhadas com suas competências e motivações. A medida gerou avanços em produtividade, segurança e clareza de responsabilidades.

Outro aspecto relevante foi a promoção da troca de conhecimento entre os colaboradores. Com foco na criação de um ambiente de confiança, a liderança incentivou o compartilhamento de informações e boas práticas, contribuindo para decisões mais assertivas e contínua evolução dos processos.

Em 2023, a empresa anunciou um investimento de US$ 110 milhões na fábrica, visando consolidar as melhorias e expandir as capacidades operacionais. Desde então, foram adotados novos processos de manutenção e ações preventivas nas áreas de saúde, segurança e meio ambiente.

“Monticello tem uma longa tradição de excelência. Temos aqui muito conhecimento e capacidade, e as ferramentas certas para alcançar nosso potencial”, afirmou Tom Weidman, gerente de Operações da unidade.

A experiência de Monticello passou a ser observada por outras unidades da Georgia-Pacific, servindo de exemplo de como a valorização das competências internas, aliada ao engajamento das equipes e escuta ativa, pode resultar em ganhos consistentes de desempenho e clima organizacional.

Fonte
Georgia-Pacific
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