Irani eleva lucro e melhora margens operacionais no terceiro trimestre
Receita avançou com reajustes de preços, enquanto EBITDA ajustado cresceu 15,9% e alavancagem recuou para 2,06 vezes
A Irani encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 41,1 milhões, valor 9,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Considerando apenas as operações continuadas, o lucro atingiu R$ 42 milhões, alta de 5,3% na comparação anual.
A receita líquida entre julho e setembro somou R$ 433,4 milhões, avanço de 4,7% em relação ao terceiro trimestre de 2024. A companhia atribuiu o crescimento aos ajustes de preços implementados ao longo do trimestre.
O EBITDA das operações continuadas totalizou R$ 146,9 milhões, aumento de 7,5% frente ao ano anterior. Na base ajustada, o indicador chegou a R$ 146,2 milhões, alta de 15,9%. Com isso, a margem EBITDA ajustada alcançou 33,7%, ampliando-se em 3,2 pontos percentuais.
“O avanço do EBITDA e das margens demonstra a força do nosso modelo de negócio e o resultado direto dos investimentos realizados nos últimos anos”, afirmou Odivan Cargnin, diretor financeiro da Irani. “Conseguimos ampliar a rentabilidade e manter a geração de caixa, refletindo eficiência operacional e disciplina na execução da estratégia”.
No período, a produção e venda de papelão ondulado somou 42,7 mil toneladas, recuo de 8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A produção de papel permaneceu estável, em 80,7 mil toneladas, enquanto as vendas totalizaram 33,1 mil toneladas, leve alta de 0,8%.
A companhia destacou que os preços médios por tonelada tiveram elevação no trimestre: alta de 14,1% em papelão ondulado, chegando a R$ 6.192, e de 15,6% em papel, para R$ 3.839. A melhoria nos valores reflete a estratégia da empresa de priorizar reajustes e rentabilidade.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 34 milhões, incremento de 20,3% na comparação anual, devido à elevação dos juros sobre dívidas atreladas à taxa Selic.
A dívida líquida ao fim de setembro somou R$ 1,07 bilhão, praticamente estável ante os R$ 1,06 bilhão de um ano antes. A alavancagem caiu de 2,26 para 2,06 vezes, dentro do limite estabelecido de manter o índice abaixo de 2,5 vezes.
A Irani registrou geração de caixa de R$ 61,3 milhões no trimestre e encerrou setembro com posição de caixa de R$ 681,4 milhões, beneficiada por uma estrutura mais eficiente de capital de giro.














