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Irani avalia oportunidades de crescimento após conclusão da Plataforma Gaia

Segundo Odivan Cargnin, CFO da empresa, o objetivo de redução de custos do projeto foi assertivo, mas a empresa “precisa crescer”

A Irani está perto de concluir o maior investimento de sua história, que abrange um conjunto de 10 projetos com aportes que somam R$ 1,1 bilhão. Com estimativa de conclusão para o primeiro trimestre 2024, a Plataforma Gaia tem como objetivo proporcionar melhorias na eficiência e produtividade da empresa.

Conforme indicou Odivan Cargnin, diretor financeiro e de relações com investidores da Irani, em entrevista ao InfoMoney, a empresa pretende continuar investindo em crescimento depois disso, mas com outra estratégia. “A gente chega no limite dessa estratégia de [expansão pela] redução de custos”, afirmou o executivo.

Nesse sentido, quando a companhia planejou a Plataforma Gaia foi estabelecido que a redução de custos seria a finalidade de 70% dos projetos englobados pelo investimento – majoritariamente voltados à automação de processos e à autossuficiência energética. Já os outros 30% teriam como objetivo a expansão da capacidade produtiva. A estratégia desse movimento seria evitar que fábricas fossem inauguradas em momentos ruins de mercado.

“Estamos, sim, olhando para crescimento, que não tem limite na redução de custo e precisa vir do aumento de capacidade também”, declarou Odivan Cargnin, CFO e IRO da Irani

Cargnin indica que a decisão da companhia foi assertiva. “É exatamente o que está acontecendo agora. Está ficando pronta a plataforma Gaia, os projetos mais importantes estão sendo concluídos agora e pegamos a economia brasileira em um momento confuso”, destacou o executivo.

Diante desse cenário, o CFO e IRO explicou que é mais seguro quando a empresa consegue ganhar competitividade com redução de custos e, ainda, afirmou que a Irani foi capaz de manter suas margens estáveis e saudáveis graças a essa estratégia.

“Mas a gente precisa crescer. A Irani é uma small cap dentro do mercado de capitais e no setor [de papel e celulose] não é uma das maiores. A gente não pode se dar ao direito de não ampliar e potencializar a companhia. Estamos, sim, olhando para crescimento, que não tem limite na redução de custo e precisa vir do aumento de capacidade também”, declarou Odivan Cargnin.

CRESCIMENTO FUTURO

Atualmente, em termos de oferta, a Irani tem todas as suas unidades produtivas operando com 100% da capacidade instalada nos picos de utilização. Na demanda, por sua vez, a companhia aponta estar preparada para aproveitar a tendência das embalagens sustentáveis que têm foco no material à base de fibras. “A gente entende que existe um espaço para embalagem sustentável que independe do crescimento da economia”, disse o CFO.

Apesar disso, após a conclusão da Plataforma Gaia, os próximos passos ainda não foram definidos quanto à continuidade da expansão da empresa – há um dilema se será por meio de crescimento orgânico ou fusões e aquisições (M&A).

“M&A não depende só da gente, depende de outros donos querendo vender empresa e isso não está na nossa mesa todos os dias”, indicou Cargnin. “O crescimento orgânico tem seu valor, a gente consegue fazer do nosso jeito, trazer tecnologia nova”, complementou. Contudo, o executivo reconhece que este é um caminho mais demorado – a própria Gaia demorou três anos até começar a dar retorno.

Fonte
InfoMoney
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