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Irani amplia receita entre abril e junho, mas registra redução no lucro líquido

Receita líquida cresceu 4,4% entre abril e junho, enquanto Ebitda ajustado avançou 3,2%; empresa atribui redução do lucro a efeitos não recorrentes e à menor contribuição dos ativos biológicos

A Irani encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 30,9 milhões, resultado 70,3% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre abril e junho, a receita líquida da companhia alcançou R$ 431,9 milhões, crescimento de 4,4% na comparação anual.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 157,1 milhões no trimestre, representando retração de 26,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. Considerando os ajustes, o indicador atingiu R$ 131,6 milhões, avanço de 3,2% na mesma base de comparação.

Em nota, a companhia destacou que “O segundo trimestre foi marcado pela normalização operacional da companhia após as paradas programadas realizadas no trimestre anterior”.

De acordo com a Irani, a redução do lucro líquido foi influenciada pela menor contribuição da variação do valor justo dos ativos biológicos. A empresa explicou que o desempenho do segundo trimestre de 2025 havia sido favorecido pela valorização das áreas florestais adquiridas nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

A companhia também informou que “Adicionalmente, o resultado do segundo trimestre refletiu a ausência do efeito não recorrente relacionado aos créditos tributários de IPI, reconhecido no segundo trimestre de 2025, além dos maiores custos com depreciação e exaustão”.

No desempenho operacional, a produção de papelão ondulado totalizou 44 mil toneladas entre abril e junho, volume 5,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A produção de papel atingiu 81,6 mil toneladas, com crescimento de 5,3%, enquanto as vendas do produto somaram 31,9 mil toneladas, alta de 3,2%.

O resultado financeiro da empresa ficou negativo em R$ 45,1 milhões no trimestre, valor 20,8% maior do que o apurado um ano antes. Segundo a Irani, o desempenho foi impactado pela elevação dos juros futuros, que afetou a marcação a mercado dos contratos de swap de taxa de juros, além do aumento das despesas financeiras relacionado à correção das dívidas pelo IPCA.

Ao final de junho, a dívida líquida da companhia era de R$ 1,07 bilhão, abaixo dos R$ 1,14 bilhão registrados no mesmo período de 2025. Com isso, a alavancagem foi reduzida de 2,3 vezes para 2,07 vezes. A posição de caixa da empresa encerrou o segundo trimestre em R$ 832,6 milhões.

Fonte
Valor Econômico
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