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Ibema investe R$ 150 milhões em aquisição de florestas no Paraná e fortalece expansão internacional

Empresa mirou em autossuficiência em matéria-prima e abriu escritório em Miami para ampliar presença na América do Norte, Central e Caribe

Terceira maior produtora de papel cartão do Brasil, a Ibema, que tem a Suzano como acionista relevante, encerrou recentemente seu programa de compra de florestas no Paraná. Foram R$ 150 milhões investidos para a aquisição de cerca de quatro mil hectares de terra. Do total, metade é voltada à produção comercial e o restante é formado por mata nativa. O objetivo é, no longo prazo, alcançar a autossuficiência em matéria-prima. “As florestas representam uma nova unidade de negócio para a Ibema”, disse o diretor comercial da Ibema, Julio Guimarães.

A empresa também tem fortalecido sua internacionalização com a inauguração, no início de 2024, de um escritório em Miami, mirando novos clientes na América do Norte, Central e Caribe. Além dos Estados Unidos, a Ibema conta com um escritório em Buenos Aires e está presente em mercados europeus.

“Estamos começando a construir uma história. O cliente que ainda não conhece a Ibema, quando se permite testar, logo percebe que está diante de um produto do mais alto padrão global de qualidade. Esse é nosso verdadeiro diferencial e é a partir dele que queremos conquistar parceiros, especialmente em solo norte-americano”, disse o gerente de Negócios Internacionais da companhia, Diego Gracia, acrescentando que a empresa já está presente de forma significativa na Europa, sobretudo em países como Portugal e Reino Unido.

Com isso, a Ibema tem trabalhado para se tornar cada vez mais referência em soluções socioambientais no setor de embalagens, acompanhando a tendência do uso de papel cartão como substituto do plástico. Outra frente da Ibema está no papel cartão reciclado, que a companhia consegue produzir com quase o mesmo nível de qualidade do produto feito a partir de fibra virgem, um desafio no setor. A linha Ritagli é hoje a opção mais sustentável do mercado, 55% composto por fibras recicladas, 35% vindas de pós-consumo.

Nesse sentido, a Ibema vem fortalecendo o relacionamento com catadores de materiais recicláveis. Em um contêiner instalado em frente à planta da empresa de Embu das Artes, São Paulo, qualquer pessoa pode entregar, sem intermediários, vidro, papelão, papel branco, cartolina e papel cartão para reciclagem. Pelos itens, são pagos valores justos. Os papéis recebidos no ponto de coleta são encaminhados diretamente para o processo produtivo da Ibema para serem transformados nos produtos da linha Ritagli.

“Conseguimos construir de um ano e meio para cá uma estrutura de logística reversa onde conseguimos retornar para a fábrica resíduos pós-consumo presentes no varejo, então realizamos a separação da fibra sobre o restante do lixo. Em seguida, somos capazes de transformar o material em um novo cartão”, explicou Julio.

Além da fábrica de Embu, a Ibema possui também uma planta em Turvo, Paraná, que produz papel cartão para embalagens a partir da fibra virgem, com o uso principalmente de pasta mecânica e celulose de fibra curta.

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Ibema
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