A 7ª edição do Fórum ABRE de Sustentabilidade em Embalagem e Consumo foi realizada nos dias 15 e 16 de abril, no Vila dos Ipês, em São Paulo, reunindo mais de 800 participantes entre profissionais da indústria, especialistas e representantes de diferentes organizações do Brasil e do exterior. O encontro teve como foco o debate sobre os avanços na agenda de circularidade de embalagens no país, abrangendo diversos elos das cadeias produtivas, de consumo e de reciclagem.
Promovido pela ABRE – Associação Brasileira de Embalagem, o evento apresentou cases de empresas, tecnologias desenvolvidas pela indústria de embalagens e iniciativas do setor público, incluindo programas municipais implementados em Pernambuco e Salvador. A proposta foi integrar mercado, governo e sociedade na busca por soluções colaborativas.
Durante a abertura, a presidente da ABRE, Luciana Pellegrino, destacou a relevância do tema para o setor. “A circularidade deixou de ser opção e se tornou uma abordagem estratégica de negócios. Empresas que não colocarem este tema no centro de suas operações enfrentarão desvantagens competitivas significativas nos próximos anos”, afirmou.
A programação foi dividida em dois dias. No primeiro, em 15 de abril, as discussões se concentraram nas abordagens estratégicas para o avanço da circularidade no Brasil, com a apresentação de perspectivas internacionais, incluindo experiências da Europa e do Chile, além de iniciativas adotadas por empresas e indústrias. Já no segundo dia, 16 de abril, o foco foi o papel da indústria no fortalecimento de uma agenda sistêmica, com destaque para parcerias entre cooperativas, recicladores e políticas públicas voltadas à ampliação de soluções colaborativas.
O fórum contou com a participação de especialistas que abordaram diferentes aspectos do tema. Lara McLeod, da Accenture, apresentou um estudo desenvolvido em conjunto com o World Economic Forum sobre a cadeia de reciclagem no Brasil. Antro Säilä, da Associação Finlandesa de Embalagens, tratou dos impactos da regulamentação europeia sobre resíduos de embalagens. Francesca Siciliano Stevens, da EUROPEN, discutiu a evolução da circularidade na Europa. Ricardo Dunogent, do Packaging Consulting Group Omnia, detalhou a legislação chilena de responsabilidade estendida do produtor. Representando o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Eduardo Santos abordou os marcos regulatórios da economia circular no Brasil.
Também foram apresentados programas públicos voltados à circularidade. Ivan Paiva, da Prefeitura de Salvador, e Claudia Pires, da So+Ma, destacaram o programa Recicla Capital. Já Eric Burger, da Recicleiros, e Danilo Nogueira, da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, apresentaram o programa Recicla+Pernambuco.
Empresas compartilharam experiências práticas relacionadas à implementação de modelos circulares. Entre os participantes estiveram representantes de companhias como L’Oréal, Unilever, Barone, M. Dias Branco, Ypê, Nestlé, Mars e Grupo Boticário, que apresentaram iniciativas voltadas ao desenvolvimento de materiais, processos de reciclagem e gestão de embalagens.
Além das discussões, o evento promoveu a troca de experiências entre os participantes, contribuindo para a identificação de desafios e oportunidades no contexto regulatório. Ao final, o fórum reforçou a necessidade de que a circularidade seja incorporada como prioridade nas estratégias empresariais, com impacto em inovação, eficiência de custos e responsabilidade compartilhada entre os diferentes agentes da cadeia.















