A expedição de papelão ondulado no Brasil totalizou 355.814 toneladas em junho de 2026, de acordo com o Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO), elaborado pela Empapel (Associação Brasileira de Embalagens em Papel) em parceria com a FGV/Ibre (Fundação Getulio Vargas/Instituto Brasileiro de Economia). O volume representa crescimento de 5,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e corresponde ao maior resultado já registrado para um mês de junho desde o início da série histórica do indicador, em 2005.
Na comparação por dia útil, a expedição atingiu 14.233 toneladas, avanço de 0,9% frente a junho do ano passado. O resultado considera que junho de 2026 teve 25 dias úteis, um a mais do que o mesmo período de 2025, fator que influencia a comparação do volume total expedido.
Na série dessazonalizada, o IBPO registrou alta de 0,2% em junho, alcançando 160,8 pontos. O volume expedido nesse recorte foi de 360.340 toneladas, enquanto a média diária chegou a 14.414 toneladas, também com crescimento de 0,2% em relação ao mês anterior.

Com esse desempenho, o segundo trimestre de 2026 encerrou crescimento de 1,7% na comparação com o primeiro trimestre do ano, considerando os dados ajustados sazonalmente.
PRIMEIRO SEMESTRE ACUMULA CRESCIMENTO
O desempenho de junho contribuiu para um resultado positivo do setor na primeira metade do ano. Entre janeiro e junho, a expedição de caixas, chapas e acessórios de papelão ondulado somou 2,104 milhões de toneladas, volume 3,0% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Segundo o IBPO, o primeiro semestre foi marcado por recordes de expedição nos meses de janeiro, abril e junho, além da manutenção de elevados volumes nos demais meses. No segundo trimestre, o avanço foi de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, indicando a continuidade da demanda ao longo de 2026.














