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Apesar de queda na receita líquida, Irani tem alta de 1,4% no lucro líquido em 2023

No quarto trimestre, no entanto, a empresa registrou uma queda brusca no resultado líquido, para R$ 7,095 milhões

A Irani Papel e Embalagem S.A., uma das principais indústrias de papel e embalagens sustentáveis do Brasil, apresentou lucro líquido de R$ 383,434 milhões em 2023, alta de 1,4% se comparado ao ano anterior.

No período, a receita líquida da companhia foi de R$ 1,594 bilhão, 5,5% inferior ao ano de 2022, impactado especialmente por redução de volume e preços dos segmentos Papel para Embalagens Sustentáveis (papel) e Resinas Sustentáveis (breu e terebintina).

Em 2023, a margem Ebitda da empresa se manteve na faixa de 30,8%, mesmo com retração de 8,8% do Ebtida Ajustado.

“O ano de 2023 foi marcado por uma retomada ainda mais intensa no consumo de serviços e experiências fora de casa, o que reflete diretamente na demanda por embalagens, com a diminuição de compras de delivery. Mesmo com esse cenário, foi possível manter a normalidade das nossas margens e isso se justifica, principalmente, pela resiliência do nosso modelo de negócio”, destaca o diretor de Administração, Finanças e de Relações com Investidores da Irani, Odivan Cargnin.

QUARTO TRIMESTRE DE 2023

Entre outubro e dezembro de 2023, a receita registrou redução de 5,7% quando comparada ao quarto trimestre de 2022, somando R$ 385,036 milhões. O resultado líquido foi de R$ 7,095 milhões, ante R$ 85,919 milhões no mesmo período do ano anterior.

O resultado foi impactado por dois eventos. O primeiro foi a diminuição do lucro operacional antes dos efeitos tributários, principalmente pela variação do valor justo dos ativos biológicos, que vinha positiva nos trimestres anteriores. Outro fator que levou à retração foi o reconhecimento de impairment (baixa contábil não recorrente) de propriedades para investimentos, imobilizados e mantidos para venda que impactaram o resultado em R$ 28,192 milhões.

No último trimestre de 2023, o Ebitda Ajustado foi de R$ 111,877 milhões, com margem de 29,1%, redução de 6,2% em relação ao registrado no quatro trimestre de 2022.

PERSPECTIVA PARA 2024

Segundo Odivan, o ano de 2024 já apresenta aspectos positivos, principalmente pelos dados divulgados pela Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel). O Índice Brasileiro de Papelão Ondulado (IBPO) registrou avanço de 5,3% em janeiro, comparado ao mesmo período do ano anterior.

“A elevação da demanda neste início de 2024 vem de fatores que devem seguir estimulando o consumo ao longo do ano, especialmente o ciclo de queda de juros na economia brasileira e norte-americana. A melhora no nível de emprego e a inflação controlada se somam a esse movimento.”, reforça o executivo.

Para conferir o balanço completo relativo ao quarto trimestre de 2023, clique aqui.

Fonte
Irani
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