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ABRE apresenta estudo macroeconômico e projeta crescimento moderado da indústria de embalagens em 2026

Levantamento realizado com apoio da FGV IBRE apontou estabilidade no desempenho do setor em 2025, avanço limitado no próximo ano e destacou influência do cenário macroeconômico e internacional sobre a atividade industrial

A ABRE – Associação Brasileira de Embalagem realizou, em 18 de março, o evento “Estudo ABRE Macroeconômico da Indústria de Embalagens e Panorama Político Nacional e Internacional”. O encontro ocorreu presencialmente em São Paulo, com transmissão online, reunindo especialistas do FGV IBRE e da Tendências Consultoria para discutir o desempenho do setor, as perspectivas macroeconômicas para 2026 e o cenário internacional diante das tensões no Oriente Médio.

DESEMPENHO DA INDÚSTRIA EM 2025

O estudo macroeconômico, encomendado pela ABRE ao FGV IBRE desde 1997, apresenta um panorama detalhado das indústrias de embalagens de plásticos, metais, papelão ondulado, vidro, papel e papel cartão, além de madeira. A análise contempla indicadores como produção física, valor bruto da produção, empregos formais e fluxo de comércio exterior.

De acordo com os dados de fechamento de 2025, o volume de produção física do setor registrou variação de –0,3%, após crescimento de 6,4% em 2024. O desempenho foi marcado por estabilidade na participação dos diferentes materiais no valor bruto da produção e por uma desaceleração observada no segundo semestre, associada a ajustes cíclicos. Já o valor bruto da produção manteve-se relativamente estável na comparação entre 2024 e 2025.

No mercado de trabalho, o setor alcançou aproximadamente 278 mil empregos formais ao final de 2025, o equivalente a 3,4% da indústria de transformação. O crescimento foi de 1,4%, em linha com a média da indústria geral.

COMÉRCIO EXTERIOR E DINÂMICA DO SETOR

No comércio exterior, as importações de embalagens somaram R$ 6,5 bilhões em 2025, correspondendo a cerca de 3% do valor bruto da produção, com maior participação de plásticos, metais e papel. As exportações, por sua vez, atingiram R$ 5,6 bilhões no mesmo período.

PERSPECTIVAS PARA 2026

As projeções para 2026 indicaram crescimento moderado da produção física, estimado em cerca de 0,2%, com possibilidade de variação entre –0,3% e 0,7%. Entre os fatores que podem influenciar o desempenho estão o consumo de bens não duráveis, o reajuste do salário-mínimo e eventos como eleições e a Copa do Mundo.

Por outro lado, o cenário também apresenta desafios, como a manutenção de juros elevados e o aumento do endividamento das famílias, com cerca de metade da população adulta em situação de inadimplência.

CENÁRIO MACROECONÔMICO E INTERNACIONAL

O evento também incluiu análises sobre o ambiente político e econômico global, com destaque para os impactos das tensões no Oriente Médio sobre o cenário internacional.

Segundo a Presidente Executiva da ABRE, Luciana Pellegrino, a compreensão do contexto macroeconômico é essencial para o setor. “A indústria de embalagens reage de maneira muito próxima ao contexto macroeconômico, desde o poder de consumo dos brasileiros – influenciado tanto pela massa salarial ampliada como endividamento das famílias, até variações do câmbio, custos logísticos, e desempenho dos segmentos de bens não duráveis, semi e duráveis, entre outros. Trazer para os empresários do nosso setor esta visão macro consolidada é de grande valor para o planejamento dos seus negócios e de novos investimentos”.

Fonte
ABRE
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