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A desaceleração dos bens industriais pode perder força em 2026 e voltar a pressionar custos do packaging

Análises indicam que a valorização do dólar, os custos elevados e as incertezas internacionais podem impactar novamente as cadeias industriais e a indústria de embalagens

A desaceleração dos preços dos bens industriais, que contribuiu para reduzir parte da inflação nos últimos meses, deve perder força ao longo de 2026, segundo uma análise publicada pelo Valor Econômico. O cenário pode voltar a exercer pressão sobre cadeias industriais como a de embalagens, altamente dependente de insumos e custos industriais.

Economistas consultados pelo veículo apontaram que o efeito de alívio proveniente dos bens industriais tende a diminuir em meio à valorização do dólar, aos custos ainda elevados e às incertezas do cenário internacional.

Para o setor de packaging, o movimento pode impactar matérias-primas, resinas, papéis, produtos químicos, energia e logística, além de ampliar a pressão sobre os custos operacionais em diferentes segmentos da indústria de embalagens.

O contexto ocorre em um momento em que as empresas seguem focadas em eficiência, competitividade e repasse de custos em um mercado que ainda apresenta desafios. A perspectiva também mantém a atenção sobre investimentos, produtividade e dinâmica de consumo ao longo dos próximos meses.

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